sexta-feira, 22 de março de 2019

SUPERLIGA 2018/19: Vôlei Osasco-Audax vence Hinode Baueri

Vôlei Osasco-Audax vence Hinode Baueri com virada histórica e empata o playoff da Superliga

O Vôlei Osasco-Audax é um time de guerreiras. Na base da técnica, tática, garra e luta, o time do técnico Luizomar derrotou o Hinode Barueri por 3 sets a 2, parciais de 5/25, 17/25, 25/22, 25/20 e 15/11, em 2h10min, e empatou o playoff das quartas de final da Superliga Cimed. A torcida, que lotou as arquibancadas do José Liberatti, fez uma festa inesquecível, cantando o tempo inteiro e foi novamente a sétima jogadora osasquense. Agora, Walewska, Mari Paraíba, Camila Brait, Hooker e cia. partem para a decisão da vaga na semifinal com moral. O terceiro e decisivo confronto da série será na terça-feira (26), às 19h, no ginásio José Correa, com Sportv 2.

Após um primeiro set para esquecer, o Vôlei Osasco saiu do buraco. As entradas de Paula Pequeno e Natasha e as mudanças táticas feitas pela comissão técnica equilibraram o time. Juntas, a garra, a união e a energia dentro e fora da quadra construíram uma vitória histórica. O telão instalado para o desafio entoou os cantos junto com a torcida e ajudou a animar a partida.

Hooker ganhou o VivaVôlei como melhor em quadra, mas fez questão de entregar o troféu para Paula Pequeno. “A Paula fez a diferença. Eu disse a mim mesma: ‘se eu ganhar o VivaVôlei, vou entregar para ela. A Paula trouxe muita confiança e energia para o jogo. Eu a admiro muito”, contou a oposta norte-americana, maior pontuadora com 25 acertos.

Após se emocionar ao final da partida, Paula Pequeno comentou a atuação de Osasco. “A gente começou a noite de uma maneira muito atípica. O primeiro set foi de um jeito que a gente não esperava. E a primeira lição que a gente tira disso é que precisávamos esquecer e seguir em frente. No segundo ainda foi difícil, mas o jogo só termina no último ponto. O que eu mais pedia para as meninas é que a gente se conectasse”.

A ponteira já projeta o terceiro e decisivo jogo. “Agora é sangue circulando quente na veia. Esse é um momento de tensão, mas é a hora mais gostosa do campeonato. É o doce, que a gente chama. É quando o estômago embrulha, a adrenalina vai lá em cima. O que vai fazer a diferença é o espírito, porque a parte técnica e tática a gente vem aprimorando ao longo do campeonato. Agora é coração puro, ter controle emocional e muita energia, muita raça e muita entrega”, completou.

O técnico Luizomar enalteceu a força de Osasco e a ligação entre a torcida e o clube. “Nós não podíamos sair do Liberatti nesta noite como sendo a última partida da temporada. Esse time só existe por toda essa sinergia entre poder público e iniciativa privada. Tudo isso é um exemplo para o esporte brasileiro, uma cidade que tem o voleibol como sua grande ferramenta de diversão. A gente não podia deixar um ginásio lotado como esse sair triste”, afirmou o treinador.

O jogo – Um início de jogo para apagar da memória. O Vôlei Osasco não conseguiu se encontrar em quadra no primeiro set. Com sérios problemas na recepção, viu Barueri abrir larga vantagem. Luizomar tentou de tudo. Gastou seus dois pedidos de tempo. Colocou Carol e Kika em quadra. Nada deu certo. Sem esboçar reação, viu o Hinode fechar por 25/5.

Osasco melhorou no segundo set, mas não o suficiente para equilibrar o jogo. Quando Barueri vencia por 10/6, Paula Pequeno entrou no lugar de Angela Leyva. A ponteira ajudou a equilibrar o passe e teve bons momentos no ataque. Contudo, as adversárias seguiram na frente com uma vantagem tranquila até fazer 25/17.

A reação das donas da casa veio no terceiro set. O saque voltou a ser uma arma de Osasco, especialmente com Mari Paraíba. Foi com a ponteira no serviço que o time de Luizomar abriu 23/17 e encaminhou a vitória na parcial. Apesar de Barueri ainda encostar (23/22), não conseguiu segurar o Audax, que ganhou por 25/22.

O quarto set foi na base de teste para cardíaco. A parcial foi equilibrada e seguiu empatada até o 10/10, quando Hooker passou a virar bolas importantes e fez 13/10 no bloqueio. A oposta norte-americana faz 19/15 no ataque, mas o destaque foi a disposição defensiva. Na base da garra e com o apoio de quatro mil vozes, o Audax garantiu a vitória por 25/20 após um ace de Walewska e um erro do adversário na última bola.

Paula Pequeno encaixou um ace no início do tie break e Osasco abriu dois pontos (5/3). Com um bloqueio de Walewska, o placar subiu para 7/4. Com Hooker, do fundo de quadra, fez a virada de lado de quadra na frente no 8/4. Quando o adversário encostou, Luizomar pediu tempo (9/7). A parcial ficou equilibrada, mas Hooker, no bloqueio fez 12/9. E mais dois pontos até o match point, que veio com erro de Barueri: 15/11.

Fonte: ZDL
Foto: João Pires / Fotojump
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