terça-feira, 6 de junho de 2017

MERCADO DA BOLA: Vôlei Bauru contrata a bicampeã olímpica Paula Pequeno e a levantadora Juliana Carrijo

Vôlei Bauru contrata a bicampeã olímpica Paula Pequeno e a levantadora Juliana Carrijo
Ponteira com carreira consagrada por vários títulos em clubes e seleção brasileira reforça equipe bauruense na temporada 2017/2018

O Vôlei Bauru vai contar com um reforço de peso para a temporada 2017/2018: a ponteira Paula Pequeno, atleta com carreira consagrada por vários títulos em clubes e também pela seleção brasileira, com destaque para o bicampeonato olímpico.

Com 1,84m de altura, 74 kg e 35 anos, Paula Renata Marques Pequeno, que defendia o Brasília desde 2013, destaca estar bastante animada em encarar um novo desafio. “Bauru hoje é um dos times com condições de brigar com os times mais tradicionais, além de ter uma comissão que eu gosto, admiro e temos uma relação de amizade muito antiga. Então, o respeito será recíproco, sem dúvida”, ressalta a ponteira.

Paula Pequeno também enfatiza ter as melhores expectativas para a nova temporada agora vestindo a camisa do Vôlei Bauru. “O time está bem montado e temos uma ótima estrutura de trabalho. Vai depender realmente de trabalho duro por conta de todos. Espero de coração que as escolhas tenham sido as melhores. Agora é trabalhar e plantar boas sementes para colher no futuro”, frisa a bicampeã olímpica.

O técnico Marcos Kwiek elogia as qualidades de Paula Pequeno e ressalta que ela poderá auxiliar muito a equipe. “É uma jogadora bem experiente com passagens vitoriosas pela seleção brasileira e em vários clubes grandes do Brasil fazendo várias finais de Superliga. Ela vem somar muito ao nosso projeto em experiência, tem liderança nata e creio que vai se identificar muito com a torcida bauruense. Ela é uma ponteira passadora que tem excelente bloqueio, boa defesa e pode nos auxiliar muito. É uma atleta que conheço desde a época do infanto e que tenho carinho especial por ela. Vai ser um prazer trabalhar com ela novamente”, destaca o treinador.

O início

Paula Pequeno começou sua trajetória no vôlei na infância, por influência da mãe e do irmão. Diferentemente do que muitos podem imaginar, a vida de Paula Pequeno no vôlei começou como torcedora. Aos 12 anos, ela assistia a uma partida de seu irmão Cláudio e, da arquibancada, sua presença no ginásio não passou despercebida pelo técnico Jorge Gabiru, que, impressionado com sua altura, a convidou para uma seletiva da Associação dos Servidores do Banco Central (ASBAC), em sua terra natal Brasília, dando início à sua trajetória de sucesso.

O contato de Paula com o esporte, porém, já havia acontecido algum tempo antes, ainda dentro de casa. O vôlei sempre esteve enraizado em sua família, começando por sua mãe Gercione Leite Marques, atacante do time de vôlei do Ministério da Educação/Capes/MEC, que sempre levava os filhos para os jogos de final de semana.

Além de se espelhar na mãe e no irmão para seguir na carreira, Paula teve o incentivo e apoio do tio Max, outro aficionado por esportes que foi fundamental para a consolidação de sua carreira, já que a levava para os treinos e acompanhava todos seus jogos desde o início.

Em 1994, aos 12 anos, começou a atuar pela ASBAC e, aos 13, já estava na seleção brasiliense de vôlei. Em 1996, ainda em Brasília, recebeu convite para testes nas equipes Nestlé, Pinheiros e BCN, em São Paulo. A mudança para São Paulo aconteceu no ano seguinte, quando entrou para o BCN. No mesmo ano, mudou para o Nestlé, atuando ao lado da jogadora Leila. Em 1998, aos 16 anos, Paula foi para o Dayvite, onde conheceu o técnico José Roberto Guimarães e dividiu as quadras com Ana Moser, de quem já era fã incondicional. No ano seguinte, Paula retornou para o BCN, que, mais tarde, passaria a se chamar Finasa/Osasco, que deu origem anos mais tarde ao Sollys/Osasco, equipe que ficaria marcada na história de Paula para sempre.

Clubes e seleção

A trajetória de Paula Pequeno é vitoriosa nos clubes e na seleção brasileira. A ponteira fez história no Osasco, equipe que passou 11 anos de sua carreira e conquistou o tricampeonato da Superliga e o octacampeonato paulista. Além do ASBAC, Nestlé, Dayvit, Osasco e Vôlei Futuro, Paula também jogou fora do país em duas oportunidades: no Zarechie Odintsovo, da Rússia, de 2009 a 2010, onde foi campeã russa, e no Fenerbahçe, da Turquia, de 2012 a 2013, ano em que fez sua “volta para casa” para defender o Brasília na Superliga.

Já pela seleção sua trajetória começou quando tinha 15 anos, época em que treinou por seis meses com a seleção brasileira juvenil. Mas a estreia com a “amarelinha” ocorreu aos 17 anos. Aos 18, recebeu sua primeira medalha como vice-campeã mundial. Em 2001, aos 19 anos, sagrou-se campeã mundial na categoria sub-20 e, no ano seguinte, começava a figurar na seleção principal.

Com carreira meteórica e apontada como a grande esperança do Brasil nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, Paula Pequeno se preparava para estrear na mais importante competição do planeta quando uma grave lesão no joelho esquerdo a privou do sonho olímpico daquela vez.

A volta por cima de Paula após a lesão começou com os títulos do Grand Prix com a seleção em 2005 e 2008, mas não parou por aí. O ciclo olímpico de Pequim chegava a seu final com a expectativa dos jogos no país asiático em 2008, quando as brasileiras entraram como favoritas, mas ainda traumatizadas com a derrota na final de quatro anos antes, ainda sem Paula Pequeno.

Com campanha quase perfeita, porém, o time liderado por José Roberto Guimarães não deu chance para as adversárias, perdeu apenas um set na competição e chegou à tão sonhada medalha olímpica na China. O grande destaque daquele time foi justamente Paula Pequeno, eleita a MVP dos Jogos Olímpicos naquele inesquecível ano na carreira da ponteira, que ainda marcou presença entre as dez melhores atletas da competição em três fundamentos: ataque, bloqueio e defesa.

Depois de ganhar a medalha de ouro e ser MVP nos jogos olímpicos de Pequim-2008, Paula Pequeno chegou a Londres-2012 como uma das líderes e mais experientes da equipe comandada por José Roberto Guimarães que faturou o bicampeonato olímpico em Londres.

Juliana Carrijo

A atleta revelação da Superliga 2012/13, eleita por voto popular, hoje se mostra um dos grandes frutos do projeto do Praia Clube, finalista da Superliga Feminina desta temporada. Formada na base praiana, a levantadora Juliana Carrijo, de 25 anos, participou praticamente desde o início do projeto de vôlei de alto rendimento em do Praia Clube em Uberlândia. Natural da cidade, ela está esteve por seis temporadas no time e teve na carreira evolução simultânea à do clube

Renovações e reforços

Além de Paula Pequeno, o Vôlei Bauru já acertou a contratação para a temporada 2017-2018 da oposta Ariane, um dos destaques da equipe do BRH-Sulflex/Curitibano, vice-campeã da última edição da Superliga B, das centrais Andressa Picussa, ex-São Caetano, e Gabi Martins, ex-São José dos Pinhais, da ponteira Gabi Candido, ex-Sesi, e da levantadora Ju Carrijo. O time também já definiu as renovações de contrato das ponteiras Dayse e Carol Westermann, das centrais Angélica e Valquíria, das levantadoras Juma e Letícia e da líbero Arlene, que recuou da ideia de se aposentar das quadras.

Reapresentação

O elenco do Vôlei Bauru se reapresenta no próximo dia 19 de junho, segunda-feira, no Ginásio Panela de Pressão, em horário ainda a ser definido, para o reinício dos treinos visando a temporada 2017-2018.

Fonte: Vôlei Bauru
Foto: Divulgação
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