terça-feira, 13 de dezembro de 2016

SUPERLIGA 2016/17: Vôlei Nestlé e Rexona-Sesc se enfrentam nesta terça no maior clássico do vôlei nacional

Vôlei Nestlé e Rexona-Sesc se enfrentam nesta terça no maior clássico do vôlei nacional

São poucas as atletas do elenco do Vôlei Nestlé com vivência no maior clássico do vôlei brasileiro. Com grupo reformulado e com várias jogadoras jovens, o papel de conduzir o time de Osasco nesta disputa diante do Rexona-Sesc caberá às experientes Dani Lins e Camila Brait. A partida terá transmissão do SporTV e está marcada para esta terça-feira (13), às 21h30, no José Liberatti. O confronto será válido pela nona rodada do primeiro turno da Superliga 2016/17. Luizomar e suas comandadas estão invictos como mandante na competição nacional e terão pela frente um rival que ainda não perdeu no campeonato. 

Campeã olímpica em Londres-2012 e acostumada a lidar com o clássico dos dois lados, a levantadora Dani Lins assume o compromisso de liderar e passar tranquilidade para as mais jovens. "Essa é uma partida que elas precisam entrar soltas. Sabemos que temos nossas responsabilidades e aquela pressão de ganhar, mas elas não podem pegar isso para elas. Quero que entrem para jogar sem pressão, felizes e que pensem em fazer seu melhor jogo. Meu papel é passar segurança e tranquilidade no momento que acontecer algum erro. Já atuei em diversos clássicos e estive dos dois lados. Além disso, já vivi bastante coisa pela seleção. Enfim, transmitir calma e paciência para que joguem descontraídas que certamente as coisas vão fluir melhor. Quando era jovem as experientes sempre me passaram confiança e é isso que estou fazendo neste momento", afirma a jogadora. 

Camila Brait chegou em Osasco em 2008 e desde então já enfrentou o Rexona em várias ocasiões e sabe bem o que é fundamental para vencer um duelo como esse. "O mais importante em um confronto como esse é se preparar bem. É uma partida difícil e que o estresse é sempre muito alto. O principal é ter paciência, entrar tranquila e executar o que você tem feito durante os treinamentos. Nesta temporada temos um elenco homogêneo que pode ganhar partidas se fizer as ações da melhor maneira possível, com uma ajudando a outra, e fortalecendo o trabalho coletivo, pois ninguém resolve nada sozinha", destaca a defensora.

Na preparação estão os estudos em relação ao adversário. A líbero acredita que neste pré-jogo a comunicação com as mais jovens e as estrangeiras pode fazer a diferença. "Estamos nos ajudando bastante nos treinos porque sabemos das dificuldades que teremos pela frente. A comunicação nos trabalhos está intensa para passar total apoio para as mais jovens e as estrangeiras. As sérvias (Malesevic e Bjelica) estão perguntando bastante sobre as incidências de ataque das atletas do Rexona e quais as marcações que elas costumam fazer. E nos vídeos estamos estudando bastante o time delas. Estamos passando o máximo de informações que pudermos para que todas saibam o que vamos precisar fazer para ganhar", ressalta a atleta. 

Paula, Saraelen e Bia terão a primeira experiência neste clássico no papel de protagonistas e as sérvias Malesevic e Bjelica estreiam em duelos contra o time de Bernardinho. Os clubes já se enfrentaram 80 vezes na história da Superliga e a equipe carioca leva vantagem com 46 vitórias contra 34 do time de Osasco. Nos últimos 22 jogos pela competição nacional, o Rio de Janeiro soma 13 vitórias contra nove de Camila Brait e suas companheiras. Somando todos os campeonatos, de 2009 para cá, o time carioca tem 15 vitórias contra 10 da equipe de Osasco. Esses são os clubes mais vitoriosos do vôlei brasileiro. São 11 títulos de Superliga e 3 Sul-Americanos pelo lado do Rexona-Sesc. Já a equipe de Osasco tem cinco conquistas de Superliga, é tetracampeão Sul-Americano e é o único campeão do Mundial de Clubes no feminino, com o título em Doha, 2012.

Fonte/foto: ZDL
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