sábado, 20 de agosto de 2016

RIO 2016: Brasil passeia diante da Rússia e fará quarta final Olímpica consecutiva


Brasil passeia diante da Rússia e fará quarta final Olímpica consecutiva
Comandados de Bernardinho fecharam a semifinal por 3 sets a 0 e conseguem feito inédito na história dos Jogos

Foi a melhor revanche possível. E um baile dentro de quadra. Após perder a medalha de ouro em Londres 2012, o Brasil deu o devido troco nos russos na noite desta sexta (19) ao vencer a semifinal do voleibol masculino dos Jogos Rio 2016 por 3 sets a 0 (25/21, 25/20 e 25/17). Esta é a quarta fina consecutiva da equipe comandada pelo técnico Bernardinho - feito inédito na história dos Jogos. Aos gritos de “o campeão voltou”, e com bastante apoio da torcida, que mais uma vez lotou o Maracanãzinho, o Brasil contou com grande atuações de Wallace, autor de 18 pontos, e Lucarelli, que marcou dez, para vencer a Federação da Rússia e enfrentar a Itália na grande decisão, que no jogo anterior passou pelos Estados Unidos.

"É difícil falar porque só a gente sabe como lutamos para chegar até aqui. É pesado para mim, com a idade que eu tenho. É difícil acreditar que estou na quarta final Olímpica. Agora, temos que descansar e fazer história dentro de casa. Vamos dar a vida aqui no domingo", garantiu o líbero Serginho, de 40 anos.

A final de domingo (21), às 13h15, vai colocar frente a frente duas equipes de muita tradição. Brasil e Itália ganharam seis dos últimos sete Campeonatos Mundiais. Além disso, decidiram os Jogos Atenas 2004, quando a seleção brasileira conquistou o segundo ouro de sua história. No primeiro, em Barcelona 1992, a Itália era considerada favorita, porque tinha sido campeã mundial dois anos antes, mas sequer chegou à final. Os italianos ainda se tornariam tricampeões mundiais em 1994 e 1998.
Domínio desde o primeiro set

Os comandados de Bernardinho fizeram um primeiro set praticamente sem erros. Sentindo uma lesão muscular na coxa, Lucarelli mostrou que estava inteiro e, acionado na ponta, fez quatro dos primeiros sete pontos do Brasil. Sem erros no saque, o Brasil mostrava destreza ainda na defesa - em um lance, Lipe, que também era dúvida para o confronto, salvou uma bola milagrosa que Bruninho, com perfeição, colocou para Wallace virar. Por mais que o talentoso levantador russo Grankin usasse de muita categoria para levantar bolas tidas como perdidas, o ritmo dos brasileiros sempre foi mais forte: vitória por 25/21.

A segunda etapa do confronto mostrou um time russo mais equilibrado, sem tantos erros no saque. O oposto Mikhaylov passou a virar as bolas e o que se viu foi um embate muito mais equilibrado. Wallace se mostrou mais eficiente no bloqueio - na bola de empate em 12/12, sozinho, ele foi a parede que deixou o Brasil sempre próximo ao marcador. E passou à frente no momento em que a torcida primeiro gritou “Lipe, Lipe” e depois, “Lucão, Lucão”. Junto com a atmosfera impressionante do Maracanãzinho, uma das arenas mais animadas e no estilo “caldeirão” dos Jogos Rio 2016, os russos sentiram a pressão e o Brasil conseguiu a vantagem que precisava para fechar em 25/20.

Aos gritos de “o campeão voltou”, o Brasil, que fez campanha irregular na primeira fase ficando em quatro lugar em seu grupo, fez valer o fator casa ainda mais. Quando a bola que Serginho defenderia bateu no cabo de aço da câmera de transmissão e o juiz mandou voltar o ponto, os russos enlouqueceram em quadra. Quando Lucarelli pegou a bola para o saque com o placar em 9/10 e devolveu em 14/10, eles sentiram o baque. Foi a senha para arrancar até a final e fechar em impressionantes 25/17.


Fonte: ANDRÉ NADDEO - RIO 2016
Foto: Divulgação FIVB
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