terça-feira, 14 de junho de 2016

RIO 2016: Em busca do terceiro ouro, seleção feminina de voleibol calcula até quanta água cada atleta deve beber

Em busca do terceiro ouro, seleção feminina de voleibol calcula até quanta água cada atleta deve beber
A levantadora Dani Lins é uma das atletas da seleção de voleibol que mais se desidrata em treinos e jogos puxados 

Cada detalhe vale muito na preparação para Jogos Olímpicos. Mais ainda quando está em disputa uma terceira medalha de ouro em três edições. É o caso da seleção feminina de voleibol do técnico José Roberto Guimarães, ouro em Pequim 2008 e Londres 2012. Com a tecnologia a seu favor, a comissão técnica desenvolve para o Rio 2016 um trabalho de análise de suor e urina que ajuda a determinar as doses de carboidrato e sais minerais que cada uma deve ingerir. E até o quanto de água cada uma deve beber.

O Grand Prix, que até domingo teve uma etapa no Rio de Janeiro, terminou com três vitórias brasileiras, diante de Itália, Japão e Sérvia. Ainda no domingo (12), a equipe viajou para mais uma etapa, em Macau, na China. O desgaste é tremendo, pela troca de fusos horários na sequência, desgaste físico com viagens e também mudança de alimentação. Na China, a diferença será de 12 horas em relação ao Brasil; na sequência, as meninas vão a Istambul, na Turquia, com 5 horas em relação ao Brasil; por fim Bangkok, na Tailândia, voltando às 12 horas de diferença.

Nessa maratona, quem trabalha duro é o preparador físico José Elias de Proença, na seleção desde 2003 e apoiado por nutricionistas e médicos. Para manter a equipe 100% com vistas aos Jogos Olímpicos, ele monta uma “equação metabólica” individualizada, para preservação muscular e garantia de energia às jogadoras. Como atletas de alta performance têm muita massa magra (menos gordura, mais músculos), precisam de suplementos para não queimar músculos, o que leva à fadiga e à perda de potência.

Zé Elias (esq.) está na seleção feminina desde 2003 (Foto: Rio 2016)
Gota a gota

Além das habituais análises de sangue, agora são feitas análises de suor e urina. De acordo com o que o organismo de cada uma perde durante treinos e jogos, determina-se uma dose precisa de carboidratos e sódio a serem repostos, por exemplo. Essas doses são distribuídas em potes individuais, para que as próprias jogadoras misturem, em garrafinhas personalizadas, a quantidade de água determinada a cada uma.

“A Dani Lins é uma que perdia muito, uns dois litros de água”, diz Zé Elias. “Tem aquelas que perdem até 2% do peso corporal. Para uma atleta de 70kg, ficar com um quilo e meio a menos é muita coisa.”

Assim, em mais esta volta ao mundo antes dos Jogos Olímpicos, aproveitando o Grand Prix como preparação na busca por mais uma medalha no Rio 2016, a seleção feminina segue com malas a mais. E cheias de potinhos.

Fotos: Rio 2016 e CBV/Marcelo Régua
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