sexta-feira, 13 de maio de 2016

NASCIMENTO: Nascimento de Ana Vitória, filha de Fabíola, está previsto para este sábado, dia 14

Nascimento de Ana Vitória, filha de Fabíola, está previsto para este sábado, dia 14

A torcida para a chegada de Ana Vitória, filha de Fabíola, é grande, já que a atleta é uma das convocadas do técnico José Roberto Guimarães e ele pretende contar com ela para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em agosto. Tudo porque em caso de cesárea, o tempo de recuperação da cirurgia seria superior ao ideal para que Fabíola esteja no elenco da seleção, porém, se for parto normal, em um mês ela já pode treinar com as companheiras em Saquarema.

"Estou com 39 semanas de gravidez, continuo fazendo pilates para ajudar a induzir o parto normal. Estou focada", diz Fabíola que também frequentou a academia de ginástica até a semana passada e contato com a bola de vôlei Fabíola manteve até abril dentro da equipe do Brasília, que disputava a Superliga. E completa: "Sei que vai ser difícil jogar [a Olimpíada]. Não sei como meu corpo vai reagir após a gestação, não dá para prever, as próximas semanas vão me dizer. Mas quero muito ir. São dois sonhos se realizando".

Fabíola esteve em quadra até o dia 14 de dezembro com seu atual clube, o Volero Zurich, da Suíça. O vínculo com o clube suíço vai até 2018.

"Tenho vontade de ter três filhos. Mas o objetivo neste ano era a Olimpíada. Veio tudo ao contrário. Não foi da forma que eu esperava. Nada planejado, surpresa", diz.

Ana Vitória será a segunda filha de Fabíola que já tem a Andressa, de 10 anos. A gravidez foi descoberta quando a atleta já estava com três meses de gestação e ela se transferia do Dínamo Krasnodar para o Volero Zurich.

"Ela é meio esquecida, tinha acabado de mudar o remédio [anticoncepcional] e engravidou nas férias. Foi um momento difícil", diz o marido. "Quando descobri, achei que estava fora da Olimpíada", concorda Fabíola.

Se tudo der certo, Fabíola poderá disputar sua primeira olimpíada, já que foi cortada há poucos dias das olimpíadas de Londres em 2012.

"Já sei como funciona o corte. Tive que superar. Hoje estou mais madura", afirma. O marido, Alexandre Alves de Oliveira confirma o quanto o corte foi traumático na ocasião, tanto que deixaram de ser pastores na igreja fundada por Alexandre.

"Não estamos mais exercendo o pastorado. Igreja exige muito tempo, desgasta. Foi muito difícil para ela [o corte], e eu precisa estar mais próximo", diz Alexandre.

O nome para a filha, Ana Vitória, foi escolhido porque Ana significa graciosa e Vitória, pela luta do casal, que segundo o marido, teve seu ápice nestes dois últimos anos, quando o Dínamo Krasnodar a deixou por oito meses “sem salário, isolada e passando fome”. A dívida do clube seria de aproximadamente de R$ 2 milhões em valores convertidos e que até hoje não foi paga.

"Agora ela está psicologicamente preparada, determinada. Creio que vai para a Olimpíada", conclui o marido.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: CBV
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