quarta-feira, 28 de outubro de 2015

TEMPORADA 2015/16: Em reunião prevista para março, CBV fará proposta alternativa a clubes sobre ranqueamento

Em reunião prevista para março, CBV fará proposta alternativa a clubes sobre ranqueamento
Elisângela que devido ao ranqueamento corre o risco de encerrar sua carreira 

Mesmo após aprovação de texto sobre o ranqueamento que vigoraria para as duas próximas temporadas, o assunto entrará em pauta novamente em reunião prevista para março de 2016, após a polêmica envolvendo Elisângela que disputou o Paulista 2015 pelo time de Osasco e se viu numa situação complicada, tendo de muito provavelmente encerrar sua carreira  precocemente, devido a discordância entre os clubes, onde nove concordaram com a diminuição da pontuação da atleta e duas equipes não concordaram (Pinheiros e Praia Clube) enquanto o SESI-SP não se pronunciou sobre o caso).

Sobre o assunto, Ricardo Trade, CEO da CBV disse: “- Os clubes têm decisão soberana e temos que respeitar. Na assembleia, eles decidiram que esse texto vai durar dois anos. Os clubes é que fazem a festa e que pagam grande parte da conta. Estamos respeitando o que é democrático e soberano. Não podemos intervir. Mas nós podemos sugerir e vamos fazer isso na próxima reunião para que tenha uma alternativa. Acho que pôr fim ao ranking os clubes não vão aceitar. Ficou acertado com os clubes que nós vamos dar mais atenção à preparação do próximo ano. É um ano pós-olímpico e vamos dar mais espaço de tempo para a Superliga, para os clubes aproveitarem mais os atletas. Antes do término da competição, já vamos estar planejando o segundo semestre de 2016 e nada impede que voltemos a discutir isso (ranqueamento)”.

Ele ainda disse que acha as discussões válidas e que preocupam a entidade.

“- Claro que tem preocupação. Nós pensamos nos atletas o tempo inteiro. Eles são a nossa vida, são as pessoas que vão fazer o voleibol brasileiro. Mas para que isso ocorra, há um processo, existem os clubes. Temos que pensar em atletas, clubes, patrocinadores e televisão. Temos que pensar em todos. Este ano temos um problema, no ano passado tivemos outro. Se pegar 12 equipes do masculino mais 12 do feminino e multiplicar cada uma por 20 atletas, você tem um universo muito grande e está tendo problema com um atleta somente. Será que está errado? Não sei, pode ser só questão de adaptação. Acho que os clubes têm que pensar.”

Fonte: GloboEsporte.com
Foto: João Pires/Fotojump
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