domingo, 23 de setembro de 2012

Entrevista Exclusiva com Sara Campolina

Sara Campolina uma apaixonada pela vida e pelo Vôlei que brilha em Nova York

A Entrevista Exclusiva do WCB News de hoje é com a simpática e atenciosa jogadora Sara Campolina, que ao terminar o ensino médio foi convidada por um técnico americano de vôlei a fazer faculdade nos Estados Unidos e jogar por lá. Sara não perdeu a oportunidade e foi morar nos EUA, deixando sua família e amigos no Brasil.

No Vôlei ela se inspira nas jogadoras Adenizía e Fabiana. Em sua nova faculdade está se adaptando a cidade e as novas companheiras de equipe.

Sara conta as dificuldades que passou para se adaptar a nova vida longe de sua família e amigos e como se divide entre os estudos e o esporte. Conheça agora mais sobre Sara Campolina: 


Nome: Sara Mendes Campolina
Nascimento:11 Janeiro 1992
Idade: 20 anos
Cabelos: castanho
Altura: 1,85m
Musica: Eletrônica, depende do meu humor. Gosto de música internacional à nacional e meu gosto vai de rock à pagode! Cada música tem sua hora
Comida: cozinha mineira com direito a tudo... êêêh trem bão sô!! Pão de queijo, carne moida com batatinha, abobrinha, quiabo, tutu...
Posição: Central
Equipe: Hofstra University, NY
Hobbies: Gasto a maior parte do meu tempo livre com meus amigos e família e quando estou em casa gosto de ouvir música e assistir filme
Filme: O som do coração, Cão de briga e Shrek (isso mesmo Shrek!!!haha)
Sonho: ter um projeto para crianças e adolescentes através do esporte
Ídolo: Jesus, o meu salvador! E no esporte eu me inspiro na Adenizia e na Fabiana
Clubes que defendeu: Minas, Mackenzie e Laredo Community College (Texas)


WCB News: Quando você começou a jogar Vôlei? 
Sara Campolina: Em 2007, com 15 anos no Minas Tênis Clube. Comecei por acaso, eu sempre fui muito alta e gostei de esportes. Daí fiquei sabendo da peneirada, tentei, passei e nunca mais larguei.

WCB News: Qual foi o seu técnico preferido com quem já trabalhou? 
Sara Campolina: Cada um teve uma contribuição diferente na minha carreira. Comecei com a Patrícia Axer no Minas em 2007, agradeço a ela por ter despertado a paixão pelo esporte. Em 2008 fui para o Mackenzie e o Jamison Morais foi o meu técnico. Ele me mostrou o lado competitivo e me moldou como jogadora. Já o Binny Canales, me fez amadurecer dentro de quadra. 

WCB News: O que vôlei significa hoje para você ?
Sara Campolina: O vôlei é simplesmente a minha grande paixão. Foi por ele que eu cruzei os mares, não queria abandonar a minha carreira prematuramente e o vôlei abriu muiiiitas portas para mim. Mesmo após alguns anos jogando, ainda tenho um friozinho na barriga antes de entrar na quadra.


WCB News: Como você cuida da sua Beleza e do seu corpo? 
Sara Campolina: Correr pra mim é um passatempo e curto muito ir na academia. Tenho uma dieta balanceada, mas não abro mão do chocolate (meu vício haha). Procuro estar por dentro dos lançamentos dos produtos de beleza e sempre quando posso vou ao salão pra dar uma levantada na auto-estima.

WCB News: No dia do jogo você tem alguma superstição ou mania? 
Sara Campolina: Sim, eu tenho um ritual... Algumas horas antes do jogo tomo banho e faço meditação por volta de 15 minutos. E pra sacar, tenho que quicar a bola antes!


WCB News: Hoje a Superliga é um campeonato muito forte no mundo, mas ao mesmo tempo equipes fortes como Vôlei Futuro e Mackenzie se retiraram da Superliga devido a corte nos investimentos feito por seus patrocinadores. Além além disso, na sua opinião, o que falta para a Superliga ser a melhor liga do Mundo? 
Sara Campolina: Acho que qualidade técnica e profissionais de alto nível temos de sobra! O maior problema do esporte no Brasil é realmente a falta de investimentos e de infraestrutura desde as categorias de base até à níveis profissionais. Mas enquanto o Brasil for identificado como a terra do futebol, atletas e amantes de qualquer outro esporte continuaram sofrendo com a falta de investimento em material, falta de infraestrutura e principalmente vendo atletas saindo do país. Produzimos muitos atletas, mas não temos estrutura para segurá-los. Eu não quis arriscar a minha sorte e tentar carreira no vôlei nacional por não ser uma carreira sólida.

WCB News: Quando e porque você decidiu ir estudar nos Estados Unidos? Como você concilia as duas carreiras? 
Sara Campolina: Eu vim para os Estados Unidos em 2010, estava me formando no Ensino Médio e em um dos treinos um técnico americano estava recrutando aí no Brasil e me ofereceu uma bolsa integral para estudar aqui e disputar a liga universitária pela Universidade. Não me interessei na hora, mas semanas depois meu pai e eu estávamos discutindo se eu continuaria jogando ou faria minha inscrição em uma faculdade aí no Brasil, já que eu tinha tirado uma nota muito boa no Enem, meu pai não queria que eu desperdiçasse a oportunidade. Pensei por mais alguns dias, e decidi que eu não estava pronta para abrir mão do vôlei, daí eu entrei em contato com o Fabiano e ele me ajudou no processo de transferência. A minha rotina é bem puxada para dar conta das duas carreiras, mas os professores são bem compreensíveis e a Universidade americana dá todo o apoio e estrutura ao atleta. A universidade gira em torno da gente, daí com essa ajuda fica fácil né!?


WCB News: Você chegou recentemente a Hofstra University, anteriormente você Estava em Laredo Community College, no Texas. O que essa mudança representou pra você? 
Sara Campolina: Foi completamente diferente, uma mudança da água pro vinho, porque Texas e Nova Iorque são completamente diferentes. Mas eu vejo o Texas como o primeiro passo da minha preparação, a Universidade era menor e foi lá que eu aprendi inglês e conheci pessoas maravilhosas. Os "texanos" são mais abertos, comia comida mexicana todos os dias, aperfeiçoei meu espanhol, faz bastante calor, e ainda tinha o apoio de duas companheiras de time, as brasileiras Paola e a Marina. Já aqui em Nova Iorque é cada um por si, tenho que me virar, e tanto o vôlei quanto a vida acadêmica é mais profissional. Eu ainda estou em fase de adaptação aqui nessa vida da cidade grande, mas estou gostando bastante.

WCB News: Como foi a recepção das novas companheiras de equipe e da treinadora Kristina Hernandez? 
Sara Campolina: O nosso time é bem misturado, tem meninas de todos os lugares, tanto daqui dos Estados Unidos, quanto do mundo (Alemanha, Sérbia, Nova Zelândia e Colômbia). E foi justamente por causa dessa "mistureba" que eu escolhi Hofstra. Desde quando eu vim visitar a Universidade, me senti muito à vontade e a técnica confia no meu trabalho.

O que você gosta de fazer no seu tempo livre?
Sara Campolina: Aqui não tenho muito tempo livre, mas sempre quando eu tenho, não me canso de andar pelo centro de NY, me passa uma emoção diferente, e me faz sentir parte de um filme! E quando estou no Brasil, gasto a maior parte do meu tempo com minha família. Tenho uma família gigantesca, juntando as das partes dá 24 tios/tias e mais de 50 primos, estando com eles é diversão garantida. Adoro brincar com as minhas cachorras: Pepê, Neném e Meg. E amo os meus amigos, além deles ser o meu passatempo preferido, também são os meus anjos da guarda. Eu gosto de conversar, chorar até rir, sair pra ir no churrasquinho; eu gosto de gastar tempo com gente, não com máquinas.


WCB News: Faça uma avaliação de sua estreia pela equipe? 
Sara Campolina: A minha estreia foi irregular, não estava jogando consistente, ia muito bem em um set e não tão bem no outro. Tive dificuldade em achar a química com as levantadoras dentro de quadra, sempre alguma coisa dava errado. Mas nesses últimos jogos não só eu, mas o time melhorou muito! 

WCB News: Qual foi seu melhor momento e o pior jogando vôlei? 
Sara Campolina: O pior momento foi quando eu mudei pra cá, tive bastante dificuldade pra entender o que o meu técnico estava falando, aprender as posições, o nome das bolas, me adaptar com a velocidade e a forma americana de treino. Além disso, não conseguia me comunicar e no meu primeiro semestre isso foi um obstáculo já que o vôlei é um esporte coletivo. O meu melhor momento foi no final da temporada passada quando ganhei dois prêmios à nível nacional: All-America Honorable Mention NCJAA e All-American Second Team AVCA. 


WCB News: Depois que terminar a Faculdade ai nos Estados Unidos você voltará ao Brasil e a Superliga? 
Sara Campolina: Eu ainda não tenho certeza, ainda tenho um ano e meio para decidir, mas eu gosto da idéia de ficar por aqui e trabalhar na área do meu curso. Retorno financeiro é melhor e mais rápido.

WCB News: Sara mande um recado para seus fãs que acompanham sua entrevista no WCB News: 
Sara Campolina: Muito obrigado a todos que torceram e torcem por mim, todo o apoio, orações e incentivo é o que me move. E como eu sempre falo: sozinha eu vou mais rápido, mas com pessoas me ajudando eu vou mais longe! Eu sou abençoada de ter uma equipe de apoio muito massa caminhando comigo, cada um de vocês é importante e especial pra mim! Que Deus os abençoe grandemente!


WCB News: Agradeço por essa entrevista, muito bom conhecer a sua história boa sorte e muito sucesso. 
Equipe WCB News

Conheçam mais sobre Sara jogando assistindo o vídeo abaixo:  


Entrevista concedida a Melo Junior
Edição da Matéria: Walter Caparrós Blanco
Fotos: Arquivo pessoal de Sara Campolina
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...