quarta-feira, 11 de abril de 2012

Personagens da Superliga 2011/12: JUCIELY

JUCIELY

JUCIELY


Nas estatísticas da Confederação Brasileira de Vôlei, a meio-de-rede Juciely Cristina Silva Barreto aparece em quarto lugar entre as principais bloqueadoras da Superliga 2010/11. Alheia a qualquer badalação e considerada uma pessoa reservada, a jogadora de 30 anos, única casada entre as 16 contratadas pelo técnico Bernardinho, prefere ter os pés no chão. Natural de João Monlevade (MG), chegou ao time com a difícil missão de, ao lado da campeã olímpica Valeskinha, ser eficiente numa posição anteriormente ocupada por Fabiana, também ouro em Pequim/08.


Juciely, que é sargento do Exército, já comemorou em 2010 uma grande conquista: o título inédito no Campeonato Mundial Militar da Carolina do Norte (EUA), integrando a seleção brasileira. Em julho, voltará a defender o País, ao lado das companheiras de Unilever Régis e Valeskinha, nos Jogos Mundiais Militares, no Rio.

Como você recebeu o convite para jogar na Unilever?
A Unilever é uma grande equipe, conta com uma estrutura profissional e uma excelente comissão técnica, tendo à frente o Bernardinho. O sonho de toda jogadora é passar por aqui. Fiquei muito feliz com o convite e tive a chance de vir junto com a Sheilla e a Mari, que jogavam comigo no São Caetano.

É difícil conciliar a vida de atleta com a rotina do casamento?
Eu conheci o Antônio, meu marido, quando jogava em Macaé. Estamos juntos há nove anos e casados, oficialmente, há um ano e meio. Ele é professor de educação física e trabalha embarcado em uma plataforma da Petrobras. Normalmente, passa 15 dias comigo e 15 dias no mar. Sempre damos um jeito para conciliar os horários e ficarmos juntos. Quando estamos longe, usamos o msn e o skype matar as saudades.
 

Para integrar a seleção militar como sargento do Exército você fez um período de treinamento. O que considera mais difícil na vida militar?
Nesse treinamento de campo, o momento mais tenso para mim foi atirar pela primeira vez. Fiquei muito nervosa.

Com a carreira de jogadora, você conhece bem o vaivém de uma cidade para outra...
Com certeza. Já joguei em Ipatinga (MG), onde comecei na Associação Esportiva e Recreativa Usipa. Passei por Macaé, Belo Horizonte, Brasília, Santa Catarina e São Caetano. No Rio, estou vivendo um importante momento profissional e quero poder corresponder às necessidades do time na busca pelo sétimo título nacional.


Você tem 1,84 m e é considerada "baixa" para uma central. Como dribla essa situação?
Ser "pequena" (risos) não é legal. A maioria das jogadoras da posição tem mais de 1,90 m. Mas acredito que minha impulsão e meus braços compridos camuflam um pouco essa deficiência. Independentemente de qualquer jogadora, é importante destacar que a Unilever tem um longo caminho a percorrer na Superliga. Ainda estamos na metade do percurso.

Você já está adaptada ao Rio?
Sim, bastante adaptada. Estamos morando em um apartamento no Flamengo. O que mais me encanta na cidade é a beleza natural.


A cobrança natural por você jogar no meio-de-rede, lugar antes ocupado pela Fabiana, atrapalha?
Todos conhecem o valor profissional da Fabiana. Eu também admiro muito o trabalho dela. Mas não cabem comparações. Vim para fazer o melhor possível. Encaro com naturalidade e tranquilidade a minha função na equipe.



Fonte: Unilever Vôlei
Fotos: arquivo pessoal / Satiro Sodré / Luiz Doro / Fernando Soutello
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